Arquivo para Fevereiro, 2007

Samba Mocidade

20 de Fevereiro de 2007

 

Samba Mocidade

Letra do Samba Enredo - MocidadePresidente Executivo: Paulo Vianna
Enredo: “O futuro no pretérito - Uma história feita à mão.”
Carnavalesco: Alex de Souza
Compositores: Toco, Rafael Paura, Marquinho Marino

Divina criação
Do pó da terra ao sopro da vida
“ O Grande artesão do universo”
Legou ao homem a inspiração criativa
Ao deixar o paraíso, se fez preciso
Viver pelas próprias mãos
Com o passar do tempo
O mundo em evolução
Escravizado pela sua ambição
Vê o futuro ao simples toque do botão

Amar, viver, sonhar, acreditar
Que a alma é a fonte, energia da vida
Na máquina jamais se encontrará
A inspiração que faz nascer a poesia

Mãos que se entrelaçam
Da natureza, toda forma de expressão
Transborda em cada peça, sua imaginação
Tão belas, tão lindas
Uma cultura em cada região
Aplausos, às estrelas da folia
O sonho se transforma em alegria
Sou eu, tenho samba no pé, sou sambista
Nas mãos, o talento de artista
Eu me orgulho de ser artesão

Um Brasil feito à mão
Um só coração – liberdade!
Da emoção, eu faço a arte
Em verde e branco, com a Mocidade

Carnaval: Arte Popular

18 de Fevereiro de 2007

É Carnaval minha gente! O povo sai nas ruas e sambódromos para desfilar a beleza, a alegria, a emoção e principalmente a arte do Carnaval que só mesmo os brasileiros sabem fazer tão bem. Todos se unem para a produção dos carros alegóricos, das fantasias, dos bonecos gigantes e tudo o mais para que todos tenham uma festa rica em cores e muito brilho!Não poderia deixar de ser uma das maiores manifestações da criatividade artística de um povo que sabe criar, reciclar e inovar no uso de diversos materiais que produzem os efeitos que encantam a todos.

Carnaval: Arte Popular

Carnaval: Arte Popular

Carnaval: Arte Popular

Rosana Pardo

15 de Fevereiro de 2007

Rosana Pardo

 

Aos oito anos de idade, Rosana Pardo teve o primeiro contato com artesanato através da pintura em porcelana, logo descobriu a paixão pelo artesanato e não parou mais, hoje é uma Artística Plástica (se formou em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas) com um currículo vastíssimo.

Rosana Pardo

Assim que se formou deu aulas de Educação Artística pela rede pública e privada em São Paulo, começou a trabalhar na Acrilex como professora de artesanato, nesse período fez também algumas matérias para revistas como Faça e Venda, Manequim, Cláudia, Agulha de Ouro entre outras. Em paralelo fazia seus trabalhos de artesanato e depois que conseguiu expor na Feira da República e no Embu começou a dar aula particular de artesanato, inicialmente em Patchwork.
Seus trabalhos cada vez mais se tornaram reconhecidos pelo público o que a levou a apresentá-los também na televisão em várias emissoras: Rede Globo (Mais Você), TV Gazeta (Pra Você e Mulheres), Rede Mulher (Mulheres em Foco e Ateliê na TV), Rede Vida (Viver e Conviver) e na Rede Bandeirantes.

Rosana Pardo

A Rosana Pardo se especializou na Customização (arte de personalizar uma roupa transformando-a em peça única, através de técnicas variadas, como tingimento, descoloração, bordado aplicação de tecido de renda de fita) que ela utiliza também no artesanato pois o mesmo deve ter alguma utilidade: “…você não pode fazer uma peça que não lhe seja útil. Também, o brega e o chique caminham muito próximos, eles andam lado a lado, ao se fazer uma peça, às vezes um elemento a mais que se coloque torna a peça feia, poluída, pesada, a pessoa deve procurar fazer uma peça elegante e harmoniosa, não se está fazendo uma fantasia, que tem seus encantos para a época adequada, não se deve deixar a peça um pacote de presente ela deve ter necessariamente harmonia, isto também agrega valor, o mais pode ser menos, às vezes a simplicidade dá maior resultado, é mais interessante“.Atualmente o artesanato é sua fonte de renda através de cursos que ministra em seu ateliê e no Senac, além de participar de diversos eventos relacionados a artesanato (customização, moda e patchwork).

Rosana Pardo

Créditos: ArtesanatonaRede

Receita da Massa para Biscuit Luminoso

14 de Fevereiro de 2007

Biscuit Luminoso

Alguém já ouviu falar dessa técnica que deixa a massa de biscuit luminosa quando está no escuro? Eu até então não conhecia mas acho que o efeito é muito bonito. Segue então a receita para quem quiser experimentar fazê-lo.

Material necessário:

  • 1 colher (sopa) de ácido cítrico, para não embolorar
  • 1 colher (sopa) de estearina, para deixar a massa mais maleável
  • 1 colher (sopa) de benzoato de sódio, que ajuda a massa a secar mais rápido
  • 2 xícaras de amido de milho
  • 1 colher (sopa) de creme para as mãos sem silicone e não gorduroso
  • 1/3 de xícara de água
  • 1 colher (sopa) de vaselina líquida
  • 10 g de pigmento luminescente
  • 2 xícaras (chá) de cola branca

Modo de fazer:

  1. Comece dissolvendo o ácido cítrico na água.
  2. Em seguida, misture os outros materiais: amido de milho, cola, benzoato de sódio, estearina e vaselina.
  3. Mexa bem até a massa ficar bem cremosa, parecendo marshmallow.
  4. Essa massa mole vai para o microondas por cerca de 3 min.
  5. Mas, atenção: a cada minuto você deve parar e mexer. Depois de 2 min, perceba que já está quase pronta e deixe só mais 30 seg no forno.
  6. Retire antes que a massa fique seca demais.
  7. Não deixe secar totalmente. Deixe sempre um fundo de cola na tigela.
  8. Agora, acrescente o creme e misture bem.
  9. Despeje a massa na pedra da pia e comece a sová-la.
  10. Sove a massa até obter uma consistência homogênea, firme e sem grudar.
  11. Chegou a hora de abrir a massa e colocar o pigmento luminescente. É isso que vai dar o efeito iluminado.
  12. Misture com cuidado até a massa ficar lisa e fácil de manusear.

Você pode fazer abajours, móbiles e muitas outras peças decorativas.
Basta ter criatividade!

Patchwork e Quilting

13 de Fevereiro de 2007

Patchwork e Quilting

O Pacthwork e Quilting são trabalhos manuais muito antigos. Desde a época dos egípcios antigos já vemos faraós usando roupas de patchwork e quilt desenhados nas paredes das pirâmides.

Na Europa, durante a Idade Média, roupas de quilts eram feitas de sobras de tecidos para serem usadas como proteção embaixo das armaduras de ferro. Naquela época também eram feitas colchas para aquecimento. A palavra quilt surgiu do latim “culcita“, uma espécie de colchão ou almofadão enchido com algo macio e quente (assim como penas, lã ou cabelos) e usado para se deitar ou cobrir. O patchwork e quilt se espalharam por diversos países da Europa como Inglaterra, Alemanha, França e Itália.

Patchwork e Quilting

Os peregrinos e colonizadores dos Estados Unidos, que fugiam da Inglaterra devido à perseguição religiosa, levaram este artesanato para o Novo Mundo. Estes colonizadores eram muito rígidos e as mulheres eram incentivadas a fazer trabalhos manuais para que o “demônio” não tivesse espaço em suas mentes. Estas mulheres só tinham permissão para sair de casa em duas ocasiões, para ir à igreja ou para ir às reuniões de quilteiras (quilting bees).
Nestas reuniões elas faziam colchas, roupas e cortinas de retalhos de sobras de roupas ou mesmo de roupas velhas, porque não tinham dinheiro nem onde comprar tecidos. Em vez de costurar os retalhos de qualquer jeito as quilteiras pioneiras planejavam e costuravam formando padrões muito artísticos dando razão às suas ambições, desejos, sentimentos e até mesmo suas posições políticas já que não tinham direito a voto. Naquela época todas as mulheres deveriam fazer 12 quilts antes de se casar (um quilt para cada mês do ano) e só então estariam prontas para casar.Com a invenção da máquina de costura caseira em 1846, o patchwork e quilt passaram a ser feito tanto à máquina quanto à mão. Após a segunda guerra mundial quando diversas mulheres foram trabalhar em indústrias e no comércio, houve um esquecimento do patchwork e quilt.

Patchwork e Quilting

Na década de 70 houve um ressurgimento do patchwork e quilt, quando foram desenvolvidos diversos acessórios e instrumentos, como réguas e cortadores especiais, que, aliados ao uso da máquina de costura deram mais velocidade ao patchwork e quilt permitindo adaptar este trabalho manual ao ritmo de vida corrido do século XX e XXI. A indústria têxtil também passou a desenvolver estampas e cores especiais para o patchwork e quilt o que tornou infinita a paleta de cores e estampas tornando tecidos em uma espécie de tintas e os quilts em verdadeiras obras de arte. Por isso hoje em dia o patchwork e quilt é considerado mais que um artesanato, é considerado também uma arte. Existem hoje, nos Estados Unidos, museus e galerias de arte especializadas no Patchwork e Quilt.Durante o Brasil colonial e imperial o patchwork e quilt ficaram limitados aos escravos que usavam os retalhos das sobras das roupas de seus senhores assim como roupas velhas para fazer cobertas e roupas. Somente durante a república e com a imigração européia de italianos, alemães e posteriormente ingleses e americanos, o patchwork e quilt passaram a ser mais difundido aqui no Brasil.

Fonte: EvaEva