Artesanato na Sapucaí
Quem diria hein? O artesanato brasileiro literalmente desfilou na Sapucaí e mostrou à todos que ainda sobrevive no mundo dominada pelas máquinas. A escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel escolheu o artesanato brasileiro como samba enredo para este carnaval A Mocidade procurou exaltar o artesanato brasileiro e a capacidade de criação do homem em revelia às máquinas.

O primeiro setor apresentou as marcas da revolução industrial e mostrou o quanto o homem se tornou escravo da máquina. Os demais setores conduziram o espectador a uma viagem no artesanato brasileiro. O segundo carro alegórico apresentava uma cerâmica marajoara, homenageando a região Norte do país, e a terceira alegoria mostrava o artesanato nordestino, o barro e o trançado de linha.
No quarto carro, homenagem ao Centro Oeste, mostrando a tradicional festa Goiana cavalhada. No quinto carro, considerado o mais “charmoso” pelo carnavalesco, a região Sul foi lembrada com as casas em estilo alemão presentes nos estados sulinos. A região sudeste tomou o sexto setor com alas representando principalmente o artesanato mineiro (embora não tenha esquecido os doces do Rio de Janeiro e as colchas de retalhos de São Paulo). O sexto carro alegórico foi uma referência ao Barroco Mineiro, estilo que consagrou vários artesãos.
A escola de Padre Miguel encerrou seu desfile fazendo alusão ao artesanato usado no próprio carnaval, as fantasias, os trabalhadores dos barracões e a criatividade dos carnavalescos. O último carro apresentou uma visão futurista do carnaval, sem perder de vista suas raízes. No balanço geral, a Mocidade parece ter conseguido atingir seu objetivo.





